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Reinaldo Lourenço, um dos maiores nomes da moda do país, apresenta na tarde deste domingo (24), no Memorial da América Latina, em São Paulo, o desfile da sua nova coleção de alta costura. Mestre na construção da alfaiataria e peças icônicas, esse ano comemora 40 anos e reforça sua identidade criativa, levando à máxima potência o savoir-faire artesanal ao qual seu atelier se dedica diariamente.
Inspirado nos anos 50 de Charles James, um dos designers de moda mais influentes do século 20, as peças passeiam entre o masculino e feminino, a natureza e o espírito animal. E, claro, um expressivo trabalho manual, com detalhes minuciosos, bordados, adereços, tudo criado nos mínimos detalhes.
“Quando criança eu observava minha mãe costurar e dava palpites, assim fui aprendendo, aperfeiçoando e com 15 anos já fazia camisas e vendia para os amigos. Sou apaixonado por moda, estou muito feliz em celebrar 40 anos de trajetória de uma marca, que construiu sua própria identidade e que veste a mulher contemporânea, que gosta de moda, design e tem prazer em se vestir”, conta Reinaldo Lourenço.
Após o desfile, as peças podem ser encomendadas no atelier de Reinaldo, e serão reconstruídas no corpo de cada cliente, como pede a alta-costura. Cada modelo leva em torno de três meses para ficar pronto, envolvendo de três a quatro provas.
Nascido em Presidente Prudente (SP), o estilista, aos 11 anos, já desenvolvia as próprias roupas e, quatro anos depois, já vendia camisas para os amigos. Reinaldo trabalhou ao lado de Gloria Coelho e como produtor de moda com Costanza Pascolato na Editora Abril. Estudou também na França no Studio Berçot com a diretora Marie Ruckie. Em 1984, lançou a marca homônima e que atualmente conta com uma loja própria no shopping Iguatemi em São Paulo e 50 multimarcas que trabalham com a marca em todo Brasil.
A abertura do desfile vai contar com um vídeo desenvolvido em parceria com Estúdio Bijari estrelado pela modelo Maria Klauman da agência Mega, que vai transportar o espectador para outra dimensão. “Criamos um ambiente em tom sci-fi em que a modelo se veste para um baile de gala no futuro com um look que se materializa a partir da fusão de seu corpo com as pintas de um leopardo”, explica Maurício Brandão, sócio do Bijari.
Sobre o Bijari
Núcleo de criação em artes visuais e multimídia, o Bijari existe desde 1997 e possui um trabalho de pesquisa calcado na convergência entre arte, design e tecnologia, e tem como objeto de interesse as narrativas, poéticas e conflitos que moldam e dão vida à paisagem urbana.
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