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Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou que cerca de 49% dos adultos brasileiros consomem bebidas alcoólicas e que 20% o fazem semanalmente. De acordo com o clínico geral e docente do Instituto de Educação Médica, Dr. Dantas Júnior, a pesquisa evidencia a presença do álcool no cotidiano nacional e a importância de existirem campanhas como o Janeiro Seco, principalmente após um período intenso de festividades de final de ano. “Vivemos em um país onde o consumo de álcool é culturalmente valorizado, naturalizado e incentivado. Qualquer ocasião é motivo para o primeiro gole”, destaca.
A campanha, que tem origem em países da Europa e nos Estados Unidos, tem como objetivo a abstenção de álcool ao longo dos 31 primeiros dias do ano. Para o médico Dantas Júnior, uma oportunidade positiva para desintoxicar o corpo e perceber melhorias na saúde. “Ficar um mês sem álcool permite que o corpo retome processos fisiológicos que ficam continuamente interrompidos nos consumidores frequentes. São melhorias que podem ser evidenciadas no sono, no humor, no peso, na função hepática e na pressão arterial”, relata.
Repensar hábitos
A campanha Janeiro Seco também existe com a intenção de fazer o participante repensar seus hábitos. Isto é, quem se propõe a participar verdadeiramente da campanha, ao final, acaba por perceber o quanto a bebida estava presente em sua rotina. Além disso, consegue identificar com mais clareza os gatilhos de consumo e descobre que o prazer e o relaxamento também existem para além do copo. “Para muitas pessoas, funciona como um primeiro alerta de dependência e a oportunidade de sair dela”, destaca o médico.
Para aqueles que desejam reduzir o consumo ou buscar ajuda para interromper o álcool, existem opções gratuitas como o CAPS AD (Álcool e Drogas) que oferece atendimento multidisciplinar pelo SUS e o Alcoólicos Anônimos, que ajuda pessoas que têm problemas com álcool a parar de beber e manter a sobriedade com tratamento baseado no apoio mútuo e em um programa estruturado em 12 passos.

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